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Moradores comentam projeto de revitalização e reivindicam melhorias para ruas internas do bairro

Moradores comentam projeto de revitalização e reivindicam melhorias para ruas internas do bairro
Por Waldomiro J. Silva Filho

Prezados amigos,

Fico muitíssimo satisfeito que o projeto do novo Rio Vermelho esteja avançando. Tenho certeza que ficará muito bonito, sobretudo para o turismo.

Porém, enquanto a minha rua, situada no Morro das Vivendas (rua da Faculdade Ruy Barbosa) continuar com toneladas de lixo e entulho, enquanto nossa praça (uma das mais belas de Salvador) permanecer como ponto de tráfico e consumo de drogas à luz do dia, enquanto o Poder Público permanecer nos cobrando os mais elevados valores de IPTU da cidade e, ao mesmo tempo, ignorando nossas necessidades básicas... nada disso me interessa ou me anima. O Morro das Vivendas se transformou num local imundo, fétido, perigoso. Todos os dias somos obrigados a ver o lixo se acumulando na rua, caminhões despejando entulho no meio da rua, o mato crescendo numa praça repleta de buracos, completamente destruída e feia...

.. mas, é claro, os turistas que visitarão o novo e belo Rio Vermelho, que irão aos bares e restaurantes, não passarão por aqui. Por isso, o Poder Público também não passa por aqui.

O Morro das Vivendas já não faz parte do novo Rio Vermelho. Somos vizinhos distantes de vocês. Aproveitem que um dia nós lhes visitaremos...

Por Pablo Florentino

Prezad@s vizinhos de bairro,
Moradores comentam projeto de revitalização e reivindicam melhorias para ruas internas do bairro
Nunca duvidei de que o Rio Vermelho precisava de mudanças. Fato ! Mas, como bem colocou o vizinho Waldomiro, as reformas pensadas pela prefeitura, com o aval da AMARV, estão a priorizar o turismo e os comerciantes da Orla.

Como já foi colocado para a prefeitura, na presença de representantes da AMARV, esta reforma precisaria considerar também a parte interna do bairro, como bem citado foi o Morro das Vivendas. E que tal se falássemos da Rua do Canal, das ruas Nelson Galo, Osvaldo Cruz, Conselheiro Pedro Luís, dos entornos do Bom Preço pela noite, do acesso ao Vale das Pedrinhas, das 7 escolas públicas, da Rua Archibaldo Baleeiro, Almirante Barroso, Vila Matos, Belmonte, Maragogipe, Frederico Edelweis e tantas outras que não lembraria aqui, dos pedestres que habitam, trabalham e utilizam o bairro, das mais diversas classes sociais, que muitas vezes estão a servir a outras classes sociais mais abastadas ?

Onde ficam a iluminação, a qualidade das calçadas, a redução de velocidades e a revisão dos tempos de travessia para garantir mais segurança a crianças e idosos nestas ruas, a recuperação dos pontos de ônibus com sinalização para pedestres e passageiros, com abrigo para a chuva e iluminação ?

Não tiro uma vírgula da frase de Waldomiro:

"... mas, é claro, os turistas que visitarão o novo e belo Rio Vermelho, que irão aos bares e restaurantes, não passarão por aqui. Por isso, o Poder Público também não passa por aqui."

Mas acrescentaria: a AMARV também não passa por aqui (nem pela minha rua), nem tem a humildade de assumir que não consegue ser a representante maior da diversidade que compõe o bairro. Se o processo foi tão participativo, por quê a AMARV não tomou a iniciativa de ampliar o debate, juntamente com a prefeitura, órgão oficial, trazendo mais moradores e mais opiniões ? Pq os resultados não foram apresentados para uma avaliação ampliada, no intuito de uma construção coletiva do projeto ? Pq não existem atas destas reuniões ? Se existem, pq não foram publicadas ? Pq somente agora a prefeitura está tornando públicas as plantas do projeto ? Pq antes de finalizar o projeto a prefeitura não realizou uma audiência pública amplamente divulgada, como preconiza a lei do Estatuto das Cidades ?

Existem muitas vozes, muitas opiniões, muitos espaços, muitas dinâmicas que a AMARV nem sabe que existem. Mas ela insiste em afirmar que a comunidade foi ouvida. Qual comunidade ? Os 380 associados ? Nunca os vi juntos. A democracia está aí para mostrar que existem diversas formas e ângulos de se pensar um bairro. E o que está acontecendo neste momento é a execução de um projeto com ângulos bem obtusos e particulares a uma parte específica do bairro, que não representa a sua maioria.

Se para alguns , as quadras de futebol na Paciência deveriam ser demolidas, pois os jogadores dos babas que ali acontecem diariamente eram considerados invisíveis ou "marginais" (pois não faziam parte dos familiares e amigos daqueles que compunham algumas das associações de moradores existentes no bairro), para outros, que conseguem ter sensibilidade à diversidade social e noção da importância de manter aqueles locais cheios de vida e uso para o bem do espaço público, aberto e coletivo, a manutenção daquelas quadras no atual projeto deveria ser ponto fundamental. Para bom entendedor, um pingo é letra.

Sábado, dia 18/07/2015, muitos dos pescadores da Colônia não sabiam dos detalhes da obra em curso, como foi confessado para outros moradores, mas o presidente da Colônia de Pesca sim. Mas como assim os pescadores não sabiam de nada e o presidente legitima tudo ? É o que me foi perguntado. Só estou reproduzindo.

Também os atuais permissionários não sabiam dos detalhes das obras, mas aquele que se diz presidente da associação dos permissionário do mercado do Peixe e filho de Clarindo da Luz, dono do Cantina da Lua, do Pelourinho, sabia de tudo. É este o tipo de representatividade que a AMARV quer tomar para si ? É o que me foi perguntado. Só estou reproduzindo.

Saudações cordiais a tod@s.

Por Marilena Ristum
Moradores comentam projeto de revitalização e reivindicam melhorias para ruas internas do bairro

Concordo e engrosso as vozes de Waldomiro e Pablo.

Aliá, só fiquei sabendo do convite feito pela AMARV para a escolha do piso porque Waldomiro enviou esse e-mail. Mas, escolher piso de que, se eu nem sei o que está sendo feito?

Que seguimento a AMARV deu às nossas reivindicações para a melhoria do Morro das Vivendas? Que acompanhamento das ações a Ouvidoria, através de Aladilce, realizou, após tantas promessas da Limpurb?

Infelizmente, nossas ações individuais têm se mostrado inócuas. Alguns moradores, por iniciativa pessoal, fazem denúncias sobre as condições da praça, do lixão, do canil irregular, dos cavalos soltos na rua, da falta de segurança etc., mas nada se obtém dos órgãos públicos. O que acontece sim, a cada dia que passa, é uma solidificação de não mais só um lixão, mas também de um depósito de entulhos, de móveis velhos, louças sanitárias, eletrodomésticos quebrados, enfim, de toda espécie de lixo, depositado inclusive por moradores de outros bairros.

E enquanto isso seguimos pagando IPTU correspondente à classificação de "bairro nobre".

Att,

Por Marcos Gramacho

Prezados,

Não se pode negar que os processos decisórios do Poder Público não têm a abrangência e mesmo a transparência que deveriam ter.

Mais ainda quando a agenda do investimento público tem o objetivo de ser inaugurado no período pré-eleitoral. Nada de errado pois é do contexto q governantes queiram mostrar serviço e uma gestão profícua visando a manutenção do poder. Esse é o jogo.

Assim sempre haverá uma seleção de obras pela maior visibilidade e abrangência! Os beneficiários nem sempre serão os habitantes do entorno da melhoria mas, muitas vezes os eventuais e inconstantes turistas, mas que trazem dinheiro e dinâmica à economia do município, no nosso caso, sempre combalida.

Segue que, apesar das críticas que possamos fazer ao Projeto de Revigoração do nosso bairro, sempre é um benefício considerável, para uma região que vem há décadas sem qualquer investimento. Se o seu alcance é limitado, vamos manter a pressão sobre o Executivo Municipal para que novos investimentos se materializem. Se setores importantes do bairro, como os citados, não foram sequer cogitados para receber atenção ou melhoria dos serviços públicos mais comezinhos e obrigatórios a cargo do Poder Público Municipal, vamos reiteradamente encaminhar a todos os órgãos competentes reclamações, queixas e apelar para o Ministério Público e Judiciário se for o caso.

Discutir a representatividade de quem participou das consultas publicas é sempre relevante e precisamos praticar mais a nossa participação em decisões que importam à coletividade. Mas meus caros, sejamos realistas: nenhum político gosta de obra enterrada (esgoto, drenagem, etc.) ou em locais de trânsito restrito. Vitrine é tudo pra quem se dedica ao Poder!!!

PARTICIPE, RECLAME, EXIJA!

Abraços,

Marcos Gramacho

Um comentário:

  1. comentários pertinentes de moradores e amantes do bairro que só demostram que devemos ficar antenados com a falta de transparecia dos governantes, abs.

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