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Vou embora pra Chapada

Por Egnaldo Araujo

Não mais me conformo em viver com esses minguados proventos de aposentado perrengue, ou seja, a mendigar para sobreviver: andar de buzu superlotado (já com o cartão de Idoso), ficar a toda hora a apagar lâmpadas da moradia para economizar na conta de Energia Elétrica; ficar a calcular nas pontas dos dedos, até quando meus minguados proventos de aposentado terá suporte para pagar as contas de Condomínio; Telefone; Luz; Plano de Saúde; Remédios e ajuda mensal aos netos e acima de tudo ainda prestar contas ao Leão do Imposto de Renda? Vou-me embora para a Chapada, lá, espero ter um cantinho para viver/morrer em Paz.

Assim é que estou pensando seriamente em me tornar de verdade, aos 77 anos, um pária da sociedade (a arrancar nos dentes as jubas do Leão) e me desterrar de vez lá pras bandas da Chapada Diamantina, na Bahia; ilha do Bananal; Madagascar; ou a morar numa daquelas lascas de pedras; ou numa daquelas choupanas abandonadas pelos antigos garimpeiros a me arriscar a ser picado por um venenoso escorpião e dali mesmo partir para morar com Jesus Cristo (claro, se Ele me aceitar). Lá não existe a tal felicidade de arranha céu, mas, devido estarmos a morar no outeiro da serra, já estaremos pertinho do Céu.

Egnaldo Araújo - DRT – 4230 - DF.

Vou embora pra Chapada

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