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Aplicativo indica onde descartar material eletrônico, óleo de cozinha, medicamentos e baterias

Por meio do aplicativo Coleta Seletiva Salvador – disponível na loja de aplicativos para o sistema iOS e Android – a Secretaria Cidade Sustentável (Secis) mapeou 237 pontos de descarte correto de resíduos, dos quais 11 são de descarte de lixo eletrônico. Desde que foi criado, em agosto de 2015, o aplicativo Coleta Seletiva Salvador já teve cerca de sete mil downloads, sinal de que muita gente tem se conscientizando sobre a importância de preservar o meio ambiente

Além dos eletrônicos, a ferramenta virtual da Prefeitura indica onde é possível descartar medicamentos, óleo de cozinha, papéis e jornais, pilhas e baterias e produtos que fazem parte da coleta seletiva (papel, plástico, papelão, metal e vidro). Ao clicar no ícone do ponto de entrega do lixo, são disponibilizados o nome, endereço e telefone do estabelecimento.

O recolhimento do lixo eletrônico é feito por iniciativa própria de lojas, centros comerciais e Organizações Não Governamentais, como a Fábrica Cultural, na Vila Ruy Barbosa, Cidade Baixa, que reutiliza componentes, como mouse, teclado, gabinete e monitor, para montar e consertar computadores. O local disponibilizado pela Prefeitura que pode receber os produtos eletroeletrônicos, além de outros tipos de resíduos de grande porte, é o Ecoponto, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 17h, no Itaigara.

Riscos – A Lei 12.305/2010, que institui a política nacional dos resíduos sólidos no país, diz que a coleta de lixo eletrônico não é uma responsabilidade do poder público. Esse tipo de resíduo deve ser coletado pelas empresas fabricantes. A população tem um papel essencial, nesse sentido, pois precisa se conscientizar e despejar o lixo no local correto. O descarte em local inadequado representa um risco à saúde humana, uma vez que os produtos eletrônicos são compostos por metais pesados, como cádmio, mercúrio, zinco, níquel, cobre, ferro, platina, ouro, prata e paládio.

O professor de engenharia ambiental Paulo Henrique Araújo explica que quando carregados para mananciais hídricos, esses metais com alto potencial toxicológico entram, de alguma forma, na cadeia alimentar humana e causam mutações genéticas, podendo se agravar para o câncer, principalmente de fígado e pâncreas. Conforme o pesquisador, o metal não se decompõe. É um dano irreversível à natureza. Já os demais componentes do computador, como óleos graxos e o plástico levam em média 40 anos para se decompor.

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