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Rio Vermelho, o bairro encantador de Salvador

Por Sarnelli

Rio Vermelho, o bairro encantador de Salvador (artigo)
Pôr do sol uma atração na Praia de Santana 
A partir de uma foto postada no Blog do Rio Vermelho, de um espetacular pôr do sol que cada um de nós possa ter visto, surgiu uma polêmica ou eu estou tentando criar uma. Um assíduo acompanhador fez um comentário sobre o que realmente ocorre na praia de Santana, alguém achou que foi desnecessário e perguntou se não podíamos apenas curtir a beleza daquela foto e a seguir veio uma resposta, do blog dizendo que, infelizmente, foi necessário o comentário em vista de como é tratado um bairro tão singular e importante para a cidade.

Rio Vermelho, o bairro encantador de Salvador (artigo)
Monumento de Jorge e Zélia no Largo de Santana 
Na verdade, com tantos títulos, o Rio Vermelho quase não tem o que mostrar para os turistas. Eu mesmo, acho que a localização da estátua de Jorge Amado com Zelia e o cãozinho está inadequada. Agora, o Rio Vermelho, que havia ganho o título de "Bairro dos artistas", que surgiu naturalmente em virtude da quantidade de artistas que moraram e provavelmente ainda moram, foi agraciado com nova medalha com novo título "o bairro da boemia", ou seja dos bebuns! O largo de Santana (esse é o seu nome oficial) atrai gente de todos os pontos da cidade principalmente nos fins de semanas e fins de tardes durante as semanas, inclusive, turistas, mas é muito mal tratado e até a própria população não tem os devidos cuidados com o lugar em que vive e se diverte e costuma passar o seu fim de semana.
Rio Vermelho, o bairro encantador de Salvador (artigo)
A mais nova atração do bairro 

Ultimamente, o bairro mais famoso de Salvador, ficou mais famoso ainda, com a inauguração da "Casa do Rio Vermelho ", nada mais nada menos que o museu de Jorge Amado e Zelia Gattai, ambos escritores renomados conhecidos no mundo inteiro, com isso, mais pessoas interessadas são atraídas para o bairro, agora mais valorizado ainda, pessoas de todas as partes do mundo, interessadas nas obras de Jorge, em ver como e onde morou, enfim, conhecer um pouco mais, quase que ao vivo e a cores, as suas histórias e as suas manias, inclusive por sapos.

Um bairro como esse merece todos os cuidados do mundo. Se toda esta beleza e história se concentrasse em um bairro de um outro país, com certeza seria transformado numa joia. No entanto, nós não temos o menor cuidado com estas coisas que mostram a nossa civilização, o nosso apreço a beleza ,à natureza, à cultura e à história. É necessário, sim, fez muito bem o Sr. Jorginho Ramo, jornalista conceituado e morador no Rio Vermelho, quando denunciou o estado em que é mantida a praia de Santana que, por uma fatalidade, recebeu os barcos que antes aportavam na praia da Mariquita. Além do mais, não podemos nos esquecer que bem ali numa ponta da enseada de Santana, está a casinha de Yemanjá , um ponto turístico/religioso visitado semanalmente por centenas de turistas e provavelmente a Colônia de Pesca mais antiga do Brasil, a Colônia de Pesca Z1.

Rio Vermelho, o bairro encantador de Salvador (artigo)
Muitos barcos são deixados na praia sem nenhum cuidado 
Minha gente, tudo isto junto não é um tesouro a ser preservado e divulgado ? Em outras partes do mundo, sim mas aqui...

No próximo dia 2 de fevereiro acontecerá uma das maiores festas da Bahia. O presente a Yemanjá.

Rio Vermelho, o bairro encantador de Salvador (artigo)
2 de fevereiro dia de festa no mar, para o bairro convergem milhares de pessoas 
Virá gente do Brasil e do mundo inteiro para prestigiar a rainha das águas, cuja ocorrência será televisionada para o planeta e, provavelmente até mesmo para o espaço...

O Rio Vermelho, o bairro encantado de Salvador, com tantas histórias, tradições e beleza, precisa ser mais bem cuidado e tratado com uma joia que é, pelos populares e pelos poderes públicos!

Os mais antigos devem se lembrar e quem estudou história na escola, que foi aqui que naufragou entre 1.510/11 o famoso Diogo Álvares Correia, posteriormente conhecido como "Caramuru" que faz parte da história do Brasil e do bairro.

Você, que é um popular, faça a sua parte, colabore. Pessoal da Colônia, que usa a praia com os seus barcos, contribua! Não é favor. É obrigação de um povo civilizado. Somos ou não somos um povo com cultura e civilizado? Com certeza que sim!

11 comentários:

  1. Discordo da colocação, acho que o Rio Vermelho tem muito a oferecer aos turistas como mostram as fotos

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  2. Já eu discordo da sua discordância. Tudo tem que ser cuidado e preservado.

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    1. Nesse aspecto concordamos, também acho que tudo deve ser muito bem cuidado, mas discordo quando diz que o bairro nada tem a oferecer aos turistas.

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  3. Eu repliquei o comentário de Ana Alice , que acha que o Rio Vermelho tem muito a oferecer aos turistas. Ela discordou da minha colocação no artigo. E eu discordei da sua discordância. No artigo não falo , note-se bem , que o Rio Vermelho não tem o que oferecer aos visitantes, pelo contrário, digo que tem . Bem interpretado, dá para notar que tem mesmo , mas poderia-se oferecer em melhores condições. No entanto, D.Ana não diz porque discorda da colocação. Até que seria interessante ela expor suas ideias , o que seria uma boa contribuição para melhorar aquilo que já temos . Eu acho que as entidades baianas que cuidam do assunto, ainda não aprenderam a fazer turismo e aproveitam apenas o que nos é natural, que a mãe natureza nos deu de presente e de mão beijada, Não somos criativos , exploramos o que temos e não cuidamos bem do que existe. Além do mais, não criamos coisa alguma.Quem já esteve em Gramado, por exemplo , verificará que, de natural, só há mesmo uma cachoeira. Gramado inteirinha foi criada pela mão do homem e hoje é o que é. Nós não somos criativos e não cuidamos bem do que já existe. O Rio Vermelho é um bairro famoso , um bairro encantado como digo , mas precisamos cuidar bem dele. Esta é a questão. Na realidade, quais serviços temos para entreter os turistas no Rio Vermelho por mais tempo e fazê-los gastar alguma grana por aqui. Apenas os hotéis ? Essa dinheirama vai embora... Fica tudo limitado à uma rápida passagem, a uma visita à casa de Yemanjá de alguns minutos , e nada mais. Ah, sim , agora temos a Casa do Rio Vermelho, mas esse é um turismo cultural fora da rota habitual....

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    1. Pois não Sr. Sarnelli: discordo de parte do comentário até porque não entendi direito, em um trecho diz que o bairro nada tem a oferecer aos turistas, depois relaciona uma série de lugares e fatos que mostram o contrário, ai ficou mesmo confuso e também discordo quando diz que o bairro se transformou em bairro de bedum, não moro no Rio Vermelho, sou freqüentadora assídua e não me incluo nessa categoria de bedumo que vejo é um bairro com muitas opções gastronômicas e culturais, principalmente á noite para onde convergem pessoas de várias tribos em uma convivência democrática e um ambiente bastante descontraído . Contudo concordo quando diz que tanto a população como o poder público precisam dar mais atenção a esse bairro que é querido de toda a cidade. Acho que a falta de cuidado com o bairro é a questão.

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    2. Ana Alice, sua visão sobre o bairro é a de uma frequentadora assídua, como você mesma disse. Então você chega, curti e vai embora para sua casa em outro bairro de Salvador. Nós moradores do bairro, é que temos que conviver com a falta de educação da maioria dos frequentadores, em sua maioria boêmios e aí, não excluo muitos moradores locais. Não estou dizendo que o bairro não deva ter vida noturna, ao contrário. Porém, fica difícil e feio, sentar em uma mesa no Largo de Sant'Ana ou mesmo na Mariquitas para comer um acarajé, pois a imundice causada, tira a vontade. Fica difícil você tentar entrar na sua casa, porque bares fazem fila, justamente na porta das residências, que ainda resistem. Fica difícil você colocar o seu carro na sua garagem, porque alguém, ignorante acha que pode estacionar seu carro no portão. Por isso, o Rio Vermelho está ficando um bairro difícil de oferecer alguma coisa aos turistas.

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    3. Sim, concordo quanto a falta de educação, acho que esse é um problema sério de nossa população, o que não concordo é com moradores que ficam falando mal do bairro, publicando só coisas negativas quando os atrativos do Rio Vermelho são muito maiores do que isso. Mas não fiquem irritados comigo não, as observações que fiz denotam apenas que gosto muito desse bairro.

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    4. Não estamos falando mal do bairro. Ao contrário, estamos chamando a atenção para um problema sério! Por exemplo: Onde hoje você vê uma igreja universal, era o CINEMA do bairro. Onde funciona uma famosa churrascaria, já funcionou um bingo, onde antes era o TEATRO MARIA BETÂNIA. A rua que passa atrás da Igreja do largo de Sant'Aana, antes passava na frente, dando um charme diferente. Essas e outras mudanças tiraram um pouco do charme do bairro. Por isso falei que a sua visão do bairro é diferente da nossa. Hoje o bairro é 60% a 70% comercial. As poucas residências que ainda resistem, sofrem com este descaso. É muito triste não conseguir fazer uma caminhada ao fim da tarde. P.S. Não estamos irritados com você, suas observações são pertinentes. Abraço de um morador.

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    5. Lauro Lustosa Neto tem razão . Mas agora estou percebendo que estamos discutindo um assunto, que já está encerrado, partindo de visões diferentes. Nós, moradores do bairro , com toda a movimentação noturna , pagamos o nosso preço. D.Ana Alice se refere ao Rio Vermelho com a sua visão noturna e de visitante e nós nos referimos a ele e ao seu dia a dia. . O Rio Vermelho fervilha à noite , mas, durante o dia , não tem nada mesmo para oferecer ao turista que simplesmente passa rapidamente pelo bairro , dando apenas uma paradinha e segue em frente. Bem, à noite, a coisa é diferente .. Estávamos falando de dois Rios Vermelhos...

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  4. O Rio Vermelho acaba de ganhar uma reportagem que está reproduzida neste blog e pode ser lida na sua integra. Há uma parte que eu destaco e copio aqui:

    O rio que corre no bairro na verdade é o Lucaia, margeando a Avenida Juracy Magalhães Júnior. Próximo à foz do Lucaia, existe uma estação de tratamento de esgotos domésticos da Embasa, onde resíduos sólidos e partículas em suspensão são separadas do efluente final, que é lançado a 3,4 quilômetros da costa pelo emissário submarino do Rio Vermelho, evitando a contaminação da praia. -

    Seria muito bom se assim fosse. Quando a Embasa faz as duas descargas no rio Lucaia , tudo fede e , logicamente, toda aquela porcaria corre diretamente para a Mariquita desaguando em frente a Pedra da Concha e, portanto , no mar poluindo a costa próxima.

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    1. Exatamente Sr. Sarnelli,

      Gostaria de saber, se emissário submarino está funcionando, e se de fato, a Embasa trata estes resíduos corretamente. Pelo visto não!

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