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Fato Histórico - A epidemia de Cólera no Rio Vermelho em 1855 e 1856

Fato Histórico - A epidemia de Cólera no Rio Vermelho em 1855 e 1856
Amo a História de Salvador - By Louti Bahia - Rio Vermelho 1860

Fato Histórico - A epidemia de Cólera no Rio Vermelho em 1855 e 1856
Relatorio dos Trabalhos do Conselho Interino de Governo 1823 a 1889
Fato Histórico - A epidemia de Cólera no Rio Vermelho em 1855 e 1856
Relatorio dos Trabalhos do Conselho Interino de Governo 1823 a 1889
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Fato Histórico - A epidemia de Cólera no Rio Vermelho em 1855 e 1856
Relatorio dos Trabalhos do Conselho Interino de Governo 1823 a 1889
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Relatorio dos Trabalhos do Conselho Interino de Governo 1823 a 1889
Em 21 de julho de 1855 dois homens que viviam de pescar baleias morreram contaminados pela cólera-morbo no Rio Vermelho. A epidemia se alastrou rapidamente pela capital e Recôncavo, em seu ápice 8 a 10 mortos eram contabilizados diariamente. A falta de médicos e de autoridades, que fugiam da morte, agravaram a regularidade do saneamento e medidas profiláticas que aceleraram a propagação da epidemia e o terror na população. No final de 1856 a epidemia deixou aproximadamente 36.000 mortos.

A epidemia produziu heróis e mitos

A FMB (Faculdade de Medicina da Bahia), através de sua Congregação, já vinha discutindo medidas, como o uso da quarentena, a remoção do lixo na cidade, entre outras, a pedido do governo provincial. Quando a epidemia eclodiu, ela suspendeu suas atividades, em 4 de setembro de 1855, assumindo a direção de muitos postos sanitários na capital e enviando professores e estudantes para cidades do interior (Ronaldo Ribeiiro, etal.Gaz.méd.Bahia 2008;78:1 (Jan-Jun):11-23).

As atividades acadêmicas foram retomadas em 14 de novembro do mesmo ano. As tarefas eram a de socorrer os doentes e as inumações dos cadáveres. Levavam remédios e substâncias para desinfetar as casas onde ocorriam óbitos. Uma dessas comissões partiu em 14 de agosto de 1855 para Cachoeira, composta de três médicos e quatorze alunos, pois os médicos e as autoridades do município tinham abandonado seus postos e funções. Uma nova comissão veio com dois professores da Faculdade de Medicina da Bahia, Pedro da Fonseca Mello e Justino José Soares.

Entre os membros da faculdade que faleceram no combate à epidemia de cólera, identificamos os dois professores acima referidos. Pedro Mello e Justino Soares e onze acadêmicos : Euclides de Bafrros Seixas, José Rebello de Figueiredo e Francisco José de Medeiros, do 2º ano do curso médico; Alcebíades Firmo Botelho, do 3º ano; Elpídio Canuto da Costa de Figueiredo, Américo Silvestre de Faria e José Ribeiro de Carvalho, do 4º ano; Antônio Cardoso, do 5º ano; Joaquim da Costa Chastinet e Antônio Vaz de Carvalho, do 6º ano.

Em Santo Amaro, outro município do recôncavo baiano flagelado pela epidemia, destacou-se a atuação do médico e ex-aluno da Faculdade, Cypriano Barbosa Bettamio, que tomou uma série de medidas para a desinfecção da cidade, em especial a incineração dos cadáveres insepultos. Cypriano Bettamio, que tem seu desempenho descrito no trabalho de Wanderley Pinho (31), faleceu nesse combate ao cólera.

Seguindo o objetivo deste trabalho de dar os nomes daqueles membros da Faculdade, professores e principalmente estudantes, que foram sujeitos nos acontecimentos históricos, destacamos entre os docentes no combate à epidemia: José Góes Siqueira (1816-1874), que atuou como inspetor de saúde pública em 1855 tornou-se lente de Patologia Geral; Antônio de Cerqueira Pinto (1820-1895), professor substituto em 1855, depois lente de Química Orgânica; e Joaquim Antônio de Oliveira Botelho (1827-1869) , que prestou, como médico enviado pela Comissão de Higiene Pública, serviços em Cachoeira (15). Depois, ele também se tornaria lente de Matéria Médica e Terapêutica (de 1861 a 1869) e teria participação destacada na guerra do Paraguai.

Segundo Oliveira, o Dr. Joaquim Botelho recebeu da população agradecida uma medalha de ouro pela sua dedicação no combate à epidemia. Os três lentes foram alunos da Faculdade de Medicina da Bahia: Siqueira se formou em 1840, Pinto em 1842 e Botelho em 1850.

Nesse episódio, merece destaque a crítica de acadêmicos que estavam na linha de frente. Um grupo de doze alunos de Medicina, que trabalhavam em Cachoeira, censurou o governo provincial pela demora na ajuda e pela falta de autoridade no município. Consideraram “falta de energia” nos homens “que mais alto estão colocados”. Eles criticavam sob a forma de indagação o porquê do governo não se apressar em levar o socorro a todas as cidades e vilas, em especial no litoral, que poderiam ser também atacadas pela epidemia. Este registro é importante, pois eram críticas daqueles que estavam no cenário da trágica epidemia que ceifou muitas vidas, inclusive de dois mestres e de vários estudantes que atuavam no combate da epidemia. Mas também porque a fonte é um documento primoroso de um estudante da Faculdade, o paraibano Antônio da Cruz Cordeiro, que escreveu provavelmente o primeiro trabalho sobre aquela epidemia de cólera na Bahia, com o título “Impressões da Epidemia”, publicado logo depois desse trágico acontecimento, em 1856. David destaca um pensamento elitista do acadêmico, citando sua confissão no livro, quando, aliviado com o recuo da epidemia em novembro de 1855, disse e Cordeiro: “e nós ficamos livres do fardo, que nos humilhava perante essa gente ignorante!”. Porém, através desta obra, constatamos a relevância deste testemunho, pois foi a de quem se engajou na luta, correu riscos e registrou, como estudante, suas impressões de uma epidemia que adoeceu e matou muitas pessoas. O historiador Antônio Loureiro de Souza, em seu livro”Baianos Ilustres”, destacou o nome do médico Alexandre José de Barros Bittencourt (831-1911) no combate a epidemia de cólera. Ele atuou no combate a epidemia como acadêmico, tendo defendido sua tese inaugural - Do contágio da infecção e sua diferença - em 1856” S. Francisco Xavier pregou a fé cristã no Extremo Oriente e por lá foi martirizado(1622). Aqui em Salvador foi feito padroeiro da cidade por decisão do clero e das autoridades municipais confirmadas pela coroa portuguesa, após a epidemia de varíola(1686), durante a epidemia de cólera(1855-56) que assolava a cidade, teve seu nome lembrado pela população, em seguida a epidemia cessou, o que fez com que os crentes atribuíssem o fim da epidemia à sua intervenção, acontece que anos depois os baianos adotaram o Senhor do Bonfim como seu protetor e S. Francisco Xavier caiu no esquecimento.

Fontes:

Biblioteca Nacional

O Inimigo Invisivel - Epidemia do Colera na Bahia 1855-1856

Médicos Ilustres da Bahia

Paróquia comemora dia de São Francisco Xavier

O dia-a-dia do funcionamento do Lazareto deObservação no Farol da Barra na epidemia de cólera-morbo. (4 a 20 de agosto de 1855).

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