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Um Rabo de Peru Pegandando Fogo

Um Rabo de Peru Pegandando Fogo Por Egnaldo Araújo

Foi verdadeira confusão aquela peraltice daquele menino de sete a oito anos, que brincava sozinho no quintal da casa da família, do interior, ao implodir junto do galinheiro uma pequena ponte de brinquedo que fizera e; por não conseguir que passasse água por baixo dela, ele resolveu surrupiar da pequena venda (bodega) do pai um pacote de pólvora seca, colocou um improvisado pavio embebido em querosene e, boom, a jogou pelos ares, contudo a bola de fogo que fizera enroscou-se no rabo do peru, que ciscava perto, que saiu a correr com o rabo pegando fogo, o qual teve que ser sacrificado (com o pescoço torcido), e que veio a servir do almoço daquele domingo, ainda sem ser Natal.

A baita surra que levou (além de não poder comer do peru) jamais foi esquecida, sessenta anos depois essa, dentre outras hilárias histórias, acaba de vir à tona no livro Pano de fuxico, de Luiz Erlon Araújo, 74, médico Igrapiúna formado em 1965 e aposentado pela Universidade Federal da Bahia; atualmente professor de Bioquímica Médica na Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública.

História de Vida

O livro é uma espécie de narrativa descritiva autobiográfica do autor, nascido em 1939, onde citam fatos de sua infância, adolescência e juventude e seus desafios de menino filho único homem, vez que só tinha uma irmã, que por sua própria natureza e imposições de época, não o acompanhava em suas traquinices. Isso a viver numa comunidade carente de luz elétrica, sem serviços médicos efetivos, a não ser a ação de curandeiros e rezadeiras, o que nos remonta à precária vida daquelas pessoas, em sua maioria muito pobres, subnutridas, que se aventuravam a viverem em locais insalubres, sem estradas de reagem, além de outros fatores, como a tuberculose, dentre outras, que colocavam em risco a vida de pessoas e bichos, que, invariavelmente usavam as chamadas garrafadas para a cura de variadas doenças.

Devolvo ao amigo Luiz Erlom Araújo Rodrigues a dedicatória feita a mim na orelha do livro Pano de fuxico – História de uma vida cerzida a pontos largos: Obrigado amigo Erlon, pelas belíssimas e inesquecíveis histórias como contundentes presentes de Natal.

Saúde e Paz.

Egnaldo Araújo - DRT – 4230 - DF.

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