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Centro do Rio Vermelho atende casos polêmicos de violência contra público LGBT

Centro do Rio Vermelho atende casos polêmicos de violência contra público LGBT
Coordenadora Vida Bruno explica que o centro não é recreativo 
Desde sua inauguração, no dia 18 de março, até a última quarta-feira (20), o Centro de Referência LGBT de Salvador, localizado no bairro do Rio Vermelho (Avenida Oceânica, 3.731), já recebeu 390 visitantes que procuraram a instituição em busca de informações, orientação e auxílio para situações diversas. Ao todo, o centro já finalizou 23 atendimentos, sendo dez na área jurídica, 13 no setor de serviço social e outra dezena relativa a temas de interesse da comunidade.

De acordo com o coordenador Vida Bruno, a procura ainda está aquém do esperado porque grande parte do público-alvo - lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais - ainda desconhece a real natureza do órgão. "Muitas pessoas nos procuram achando que se trata de uma instituição recreativa, mas o objetivo deste centro é servir de intermediário na prestação de serviços oferecidos pela Prefeitura e outros órgãos, seja na área jurídica, de recursos humanos ou social", explica.

Ainda segundo Vida Bruno, o espaço visa oferecer à comunidade LGBT da capital baiana a aproximação com políticas públicas no intuito de proporcionar a inclusão social de pessoas que ainda se encontram à margem da sociedade. "Esse é, acima de tudo, um trabalho de reparação histórica. Quem procura atendimento no centro tem acesso a apoio jurídico e psicológico".

Casos - Os casos atendidos pelo Centro de Referência LGBT têm naturezas diversas e, por conta disso, recebem tratamento adequado a cada situação, sempre de forma específica. Entretanto, o sigilo é algo essencial, de acordo com a coordenação. Segundo Vida Bruno, diariamente chegam ao lugar relatos de violência, indivíduos que são expulsos de casa, discriminação no trabalho, em logradouros públicos e até na própria vizinhança.

Em alguns destes casos, o problema transcende para algo ainda mais grave, vide a discriminação em relação a pessoas com algum tipo de enfermidade, como no caso de indivíduos diagnosticados com o vírus HIV. "Um desses episódios atendidos aqui envolve um rapaz - homossexual masculino - que fora expulso de casa apenas por ser LGBT. Ele deixou o lar sem documentação e sem perspectiva de um lugar para ficar. Revoltado, deixou a cidade para tentar a sorte no Sul do país, onde encontrou ainda mais problemas. Chegando ao centro ele passou por triagem e providenciamos, por meio da Prefeitura-Bairro, a confecção de novos documentos, sem custo algum, e, através de nosso núcleo jurídico e de assistência social, buscamos promover a reconciliação deste rapaz com sua família", relata o coordenador.

Funcionamento - O Centro de Referência LGBT de Salvador funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, prestando serviços como acolhimento, atenção psicológica e social, orientação e encaminhamento jurídico em casos que envolvam violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Também é realizado um trabalho de inserção do cidadão no mercado de trabalho, de forma a expurgar estigmas e proporcionar a própria inserção do LGBT na sociedade, como cursos de capacitação e orientação voltada à geração de renda e formação empreendedora.

O centro conta ainda com uma equipe multidisciplinar, composta por advogados, psicólogos, assistentes sociais e apoio técnico e administrativo. A estrutura física possui recepção, salas de administração, atendimento, salão multiuso, espaço para realização de atividades do Comitê Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Salvador, copa e almoxarifado, além de sanitários masculinos e femininos, com os devidos padrões de acessibilidade.

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