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O lixo nosso de cada dia

Por Bruno Sá*

Bom dia. Sou morador há cinco anos do RV, e comerciante há mais de vinte. Atualmente resido na Cardeal da Silva, e loco uma sala comercial na Rua João Gomes. Com isso passei a fazer os 400m de percurso casa trabalho a pé, e assim observar com mais detalhes o nosso bairro. Acompanhei toda a reforma e vi de perto as transformações surgindo, muitas positivas e outras nem tanto, como é o caso das intervenções indefinidas nas ruas Vieira Lopes - fechada provisoriamente a mais de um ano pós-término das obras, a José Taboada Vidal - com sentindo invertido que obriga o motorista dar uma volta absurda para ter acesso à rua Conselheiro Pedro Luiz, além da via de entorno da Praça Colombo - que virou estacionamento da Churrascaria Fogo de Chão. Já abordei diversos fiscais da Transalvador, e o discurso é de que se está assim é porque houve um concesso entre os moradores do bairro e a prefeitura. De posse desse argumento apenas me restou calar, ainda que esteja longe de me conformar com a explicação. Sendo assim, venho através de vcs saber como posso fazer parte dessa associação, e assim ficar ciente das tomadas de decisões para com o bairro?

Outro fator que me deixa indignado é a forma com que o lixo é colocado nas ruas. Muitas vezes saio do escritório as 20h, e o meu percurso para casa parece uma prova olímpica de 400m c/ barreiras. A quantidade de lixo, desde cedo, já amontoado na rua é vexaminosa para uma cidade que se diz turística, com espantoso destaque para a esquina da Professora Almerinda Dutra com a João Gomes. Tenho registros em fotos, as quais já encaminhei para a Câmara dos Vereadores. Todos nós sabemos que isso nunca será resolvido dessa forma, a não ser que haja uma interferência da sociedade local, dos moradores se mobilizarem através de manifestação pública, seja com passeatas ou outro tipo de movimento, alertando as pessoas de que isso não é normal. A sensação que tenho é de que o baiano possui o conformismo para com essa situação, e assim abstrai de forma descompromissada para com a sua cidade e a própria vida. Obviamente que para perceber tal fato é preciso caminhar pela cidade, andar a pé, e não de carro como a grande maioria de possíveis formadores de opinião, digo, aqueles capazes de discernir o mínimo que seja, explanar sua indignação para com isso. Caso contrário, continuarão todos vivendo dentro de uma bolha, escondidos por detrás de vidros fumês, e respirando o ar condicionado do seu veículo. E a rua será sempre uma via de passagem e descarga.

*Bruno Sá, designer gráfico, morador e comerciante do Rio Vermelho.

O lixo nosso de cada dia

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