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Entidades identificam problemas com terceira etapa da requalificação e pedem reunião com a Prefeitura

Salvador, 07 de Abril de 2017
  • Ao Chefe da Casa Civil da Prefeitura Municipal do Salvador Dr. Luiz Antônio Vasconcellos Carreira CC: Presidência da Fundação Mário Leal Ferreira –
  • Dra. Tânia Scofield Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo – Dr. Guilherme Bellintani
  • Superintendência de Trânsito de Salvador – Dr. Fabrizzio Muller

Em atendimento à reunião realizada em 07/04/17 contando com moradores, ciclistas, usuários e comerciantes do Bairro do Rio Vermelho, a Comissão de Obras Rio Vermelho - CMOR vem solicitar reuniões com a Casa Civil, FMLF, SEDUR e Transalvador para tratar da Etapa III do projeto de Requalificação do Largo da Mariquita. O documento ratifica nosso desejo de contribuir com melhorias e adequações do Projeto às necessidades do bairro, ao tempo em que discrimina algumas demandas levantadas pelos presentes. Além disso, procura distribuir as solicitações entre as diferentes esferas da Prefeitura Municipal de Salvador, de forma a privilegiar a objetividade das discussões e a celeridade das ações. As sugestões referem- se ao trecho entre Praça Brigadeiro Faria Rocha e a Rua Marques de Monte Santo. As obras de Revitalização, adequadas ao desenvolvimento das atividades no bairro, precisam se ajustar ao grande fluxo de pedestres, ciclistas, turistas e moradores que circulam pelo Bairro. A alteração ao Projeto de Sidney Quintela proposta pela FMLF, deslocando a ciclofaixa do lado direito da via para o esquerdo, não contempla estas diferentes demandas.

Entendemos que a proposta tem deficiências graves como as destacadas abaixo:
  • Retorno da ciclovia para o lado direito da via após o ponto de ônibus é muito perigoso. Os ciclistas ficam expostos ao fluxo dos veículos na via, na saída do estacionamento do Supermercado e na conversão para a Rua Oswaldo Cruz;
  • Circulação dos ciclistas com transposição de via em esquina com Rua Antônio Muniz com muito movimento, conflitos de cruzamentos e de difícil visualização, expõe os ciclistas a riscos de acidentes e óbitos;
  • Conflitos desnecessários de tráfego dos ciclistas com os moradores nos Condomínios Água Marinha, Pedra Redonda, Areia Branca, Maré Alta e Vento Norte;
  • Exposição dos ciclistas com o tráfego de veículos na faixa da esquerda, no trecho de maior velocidade da via agravando o risco de acidentes;
  • Conflito intenso dos ciclistas com a entrada e saída de diversos estabelecimentos comerciais na quadra central;
  • Construção inadequada de ciclovia e calçada para pedestres por cima dos tanques de combustíveis do posto, tubulação de gás natural, caixas separadoras e caixas de passagem do sistema de esgoto;
  • Necessidade de remoção de cobertura vegetal.

Consideramos que ajustes no Projeto Original com a ciclovia no lado direito da via, tornam a necessária expansão da estrutura da cicloviária, mais cabível do ponto de vista de segurança, acessibilidade e sustentabilidade para os ciclistas, moradores e usuários do bairro. As modificações no projeto original permitem a diminuição dos conflitos dos ciclistas com moradores, pedestres e veículos ao longo da ciclofaixa.

Assim, podemos destacar melhorias como:
  • A integração com o transporte coletivo, deficiente no projeto original, pode ser realizada pela criação de baias para as ciclofaixas e os ônibus ou ainda, na impossibilidade deste tipo de intervenção, seriam utilizadas sinalizações informativas adequadas e ações educativas de trânsito. Estas ações contam com o apoio e suporte técnico da Federação Baiana de Ciclismo, entidade responsável pelo desenvolvimento, regulamentação e fiscalização do ciclismo no Estado.
  • Passagem dos ciclistas na Praça Brigadeiro Faria Rocha para o lado direito da via com piso intertravado, em local com semáforo e de redução da velocidade do fluxo de veículos;
  • Circulação dos ciclistas em trechos com poucas moradias e com transposição de via com menor movimento;
  • Diminuição da velocidade máxima permitida da via de 60 km/h para 50 km/h com implantação de redutores e sensores de velocidade para evitar acidentes, notadamente na madrugada;
  • Aumento da quantidade de placas com informação da velocidade máxima da via;
  • Relocação do ponto de ônibus de maior fluxo em frente ao supermercado. Este arranjo libera a conversão à esquerda dando fluidez e segurança ao tráfego da via. Além disto, melhora a área de acomodação dos volumes de ônibus no ponto de parada, deslocando-os da via arterial;

A proposta da comunidade prioriza a integração dos diferentes modais, implantação de paradas de ônibus mais confortáveis e segregadas da via assim como a redução de conflitos de tráfego. Estes ajustes se refletirão em uma mobilidade urbana de melhor qualidade para todos. Além disso, a comissão de obras busca, desde a sua criação, a defesa dos interesses de todos os seus integrantes, sejam eles moradores, empresários ou visitantes, para que se mantenham saudáveis os empreendimentos que geram muitos empregos e contribuem para a identidade cultural do bairro. O projeto de Revitalização da PMSSA tem oferecido uma oportunidade para o crescimento da oferta de novos estabelecimentos e a melhoria dos existentes, mediante políticas públicas e do diálogo com os atores sociais da região. A Prefeitura tem valorizado esta interação com moradores, usuários e empreendedores, manifestando com frequência o salto qualitativo que o Projeto tem tido com esta integração. Por fim, pedimos aqui a aderência desta etapa do Projeto de Requalificação que permaneça contribuindo com melhorias significativas no nosso bairro e, consequentemente, para a Cidade de Salvador. Temos o objetivo de consolidar um ambiente de convivência de moradores, usuários do Bairro assim como um destino turístico diferenciado dentro da Cidade de Salvador. Solicitamos portanto, o agendamento das reuniões com a maior brevidade possível para discutirmos as alterações feitas pela FMLF que nos parecem equivocadas, com forma obtermos também, rapidez na execução das obras demandadas.

Agradecem antecipadamente,
Associação dos Moradores e Amigos do Rio Vermelho - AMARV Federação Baiana de Ciclismo - FBC Associação dos Moradores da Fonte do Boi, Condomínios Água Marinha, Pedra Redonda, Areia Branca, Maré Alta e Vento Norte, Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares – SHRBS.

Entidades identificam problemas com terceira etapa da requalificação e pedem reunião com a Prefeitura

Um comentário:

  1. Sei que a ciclovia é um bem necessário,concordo com tudo que foi exposto,mais tenho um pequeno comentário a fazer sobre o tamanho do passeio que esta sendo feito ao longo do quartel de Amaralina,reduziram as faixas de três para duas estreitando a avenida onde existe uma pequena curva que já ouve vários acidentes.Também lembro que ao fazer esse estreitamento vai gerar na minha opinião uma maior retenção no trafego,pois o número de veículos aumenta a cada mês.Não consigo entender quando me falam em mobilidade e diminuem as vias quando deveriam aumenta-lá.

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