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Obra de requalificação: Reivindicação de audiência pública continua na pauta

Obra de requalificação: Reivindicação de audiência pública continua na pauta
Luciana Cruz em defesa dos direitos de Dona Lurdes e outros ambulantes
Durante a reunião realizada ontem (4) à noite no Sesi, convocada pela comissão formada por empresários, representantes de entidades e moradores, para acompanhar as obras de requalificação do bairro, muitas criticas surgiram tanto em ralação ao andamento das obras quanto à falta de dialogo e transparência por parte da prefeitura e a queixa recorrente, principalmente dos integrantes do grupo que se autodenomina “Rio Vermelho em Ação”, da não realização de audiência publica para discutir o projeto.

A representante do Alto de Ondina, e do Centro Recreativo Lero-Lero, Luciana Cruz, criticou o fato de a prefeitura ter fechado a rua de acesso à Vila Matas, sentido Garibaldi, sem nenhum comunicado aos moradores e comerciantes da área. Outra questão levantada por ela foi sobre o destino das pessoas que trabalham na informalidade vendendo comidas e bebidas na pracinha ao lado do restaurante Sukiyaki , que também será restaurada. Citou o caso de Dona Lurdes, uma senhora que vende feijão e cerveja há mais de 30 anos e que segundo informações, não será contemplada com a reforma. A nova praça terá apenas dois quiosques e não se sabe quais os critérios que serão adotados para a ocupação.

Muitas queixas também relacionadas à falta de representatividade na comissão de seguimentos do bairro a exemplo dos pescadores e dos trabalhadores do mercado do peixe que foi demolido. Alias, a demolição do mercado foi outro tema retomado nas discussões de ontem. O entendimento de boa parte dos participantes da reunião foi no sentido de condenar a decisão, sob a alegação de ser um mercado construído há menos de cinco anos, “um desperdício desnecessário de recursos públicos”. A nova proposta para a área também foi bastante criticada com a argumentação de que será elitista com a instalação equipamentos que serão ocupados por restaurantes e bares renomados da cidade o que, na visão dos críticos do projeto, afastará os antigos frequentadores do local.

Obra de requalificação: Reivindicação de audiência pública continua na pauta   Integrantes do Rio Vermelho em Ação, colocaram alguns figuras em formato de peixes recortados em papel preto nas paredes do teatro com alusão à ideia da calçada da fama, que ironicamente apelidaram de “calçada da lama” e distribuíram um documento com o título de “Manifesto III”, onde reafirmam o proposito de seguirem na luta pelo direito à cidadania de todos “as ameaças de submissão do interesse publico e à lógica do lucro”, criticam a ausência de participação popular, a derrubada de árvore, situação de expulsão de pequenos comerciantes e ambulantes, descaracterização arquitetônica, falta de preservação dos símbolos históricos do bairro, a proposta de carnaval no bairro, entre outras apresentadas pela Comissão de Obras, além de defender o direito de convocação, por parte da PMS, de uma audiência pública “que garanta uma discussão ampla e diversa do futuro do rio vermelho com toda a comunidade de Salvador”.

Diante de tanta polemica o fato concreto é que as obras estão em andamento e não resta dúvida que o projeto será concluído, até porque, não dá para imaginar a interrupção no estágio em que se encontra. Diante disso o sensato seria, mesmo com criticas, a união de esforços para tentar corrigir o que ainda for possível e torcer pela conclusão rápida da obra. Afinal, não se faz omelete sem quebrar os ovos.

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