Blog do Rio Vermelho, a voz do bairro

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Prefeitura afirma que já fez várias intervenções no Morro das Vivendas

Subprefeito está atendo às demandas do bairro
Com relação às reclamações dos moradores sobre a situação do Morro das Vivendas, o subprefeito Raimundo de Castro, informa que a Prefeitura já realizou operação tapa buraco na localidade e entorno, capinação na praça e troca de lâmpadas a pedido dos moradores. Com relação à segurança esclarece que essa é uma atribuição do estado e adiante que as demandas relativas à prefeitura, todos os esforços estão sendo feitos no sentido de atendê-las. Adiantou ainda que já agendou um horário com o Sr. Waldomiro, um dos moradores da área que reclama da situação do local, visando esclarecer o trabalho da Prefeitura.

Justiça seja feita, desde que o sr. Raimundo Castro assumiu a subprefeitura do Rio Vermelho muitas das reivindicações dos moradores mostrada neste Blog foram atendidas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os olhos da sereia: a água, o concreto, o deserto e o direito à cidade ( artigo)

Os olhos da sereia: a água, o concreto, o deserto e o direito à cidade​Por Jaqueline Almeida​

Hoje acordei às 7h e uma das primeiras coisas que fiz foi abrir a torneira para ver se caia alguma gota de água. Como nem um pingo ressoou de dentro dos canos, fui para o telefone ligar para a Embasa para saber sobre a reclamação que fiz há 4 dias atrás. A resposta que obtive é que não existe nenhum motivo específico para que a Rua Aiocá, no Morro do Alto da Sereia, no Rio Vermelho, esteja há quase uma semana sem água.

Falei também com a secretária do responsável que admnistra o aluguel da casa aonde moro, e ela me disse que também ligou para a Embasa na sexta, sendo que já tinha ligado na quinta, e o que informaram a ela é que os técnicos não vieram até o morro porque faltou material (oi?!! E ninguém avisa e ninguém vem depois). E que o problema que aqui relato, principalmente na rua aonde moro, é antigo de pouco tempo – desde o ano passado... Então imagina ai a história.

É por é por isto que resolvi compartilhar este texto que escrevi ontem durante a escuridão da madrugada.

Há alguns dias teci uma conversa com um novo amigo sobre as mudanças advindas da reforma da orla de Salvador, principalmente no bairro da Barra – local aonde os vendedores ambulantes foram retirados e jogados ao vento até aonde eu saiba (alguém pode me responder aonde eles estão?). Este meu novo amigo, que escreve sua dissertação justamente sobre este movimento da reforma e dos vendedores atiçou meu olhar e meus sentidos pra esta movimentação toda que acontece na cidade.
Confesso que no meu ir e vir de compromisso olhava para esta reforma como algo completamente externo e distante de mim. Até o dia que começou a faltar água em minha casa por dias seguidos e até o dia que estive na Barra à noite com minha filha.

A falta d´água – em alguns bairros da periferia pode ser uma constante e isto é um fato. Mas aqui no morro aonde moro, esta falta de água sempre foi justificada por algum motivo. Mas agora, recentemente, esta água que não desce da torneira me pareceu ter um tanto ver com a construção de 3 prédios empresariais na Av. Oceânica, lugar aonde o morro começa ou termina.
E o que tudo isto tem a ver com a reforma? Bem, eu não sei. Mas estes novos prédios começaram a ser construídos um pouco antes desta bendita reforma chegar no bairro do Rio Vermelho, sendo que um deles está bem encravado em terras do morro e já foi até o responsável por uma falta d’água explícita, quando alguma máquina acertou um dos encanamentos e nos deixou dias a fio tomando banho de cuia.

Enfim, tenho eu pensado que é bem justificável deixar de fornecer água para os moradores de um morro em benefício de construções de gente interessante, gente que faz a economia girar, gente de capital, gente que parece gostar destas reformas. Aí é muito fácil desligar a transmissão da água para tirar de um lado e levar para um outro mais interessante, sem nenhuma informação que diga ao povo do morro que o banho vai ter que ser econômico e a roupa suja vai ficar acumulada. É o que penso, já que não tem nenhuma justificativa plausível para a torneira seca. A Embasa não dá nenhuma informação concreta – eu já tinha ligado ligudo duas vezes pedindo informação e só me dão 48 horas para alguma coisa acontecer. Mas nada acontece. E enquanto isto eu vou ganhando músculos com levantamento de balde.

De concreto mesmo só a reforma que acontece no bairro com suas esquisitices (como um amontoado de tijolos tenebrosos bem em frente à praia da Paciência que dizem ser um posto da Embasa). Eu não sou técnica de nada, não entendo de engenharia, nem de arquitetura, mas esta reforma tem uma cara feia de tudo cinza. Mas será que minha miopia tem piorado e eu não estou vendo mais as coisas direito mesmo?
E eu, que não estava olhando direito para este trambolho cinza sendo erguido na nossa cidade, comecei a reparar com mais atenção nas coisas que este movimento tem me afetado e afetado aos demais. Não sei se nada disto da água tem a ver, mas para mim tem. Talvez eu esteja conspirando metaforicamente, mas espero que isto não seja um motivo para impulsionar com força uma saída desejosa de quem mora no morro para abrir caminhos de interesses políticos dentro das terras que levam ao mar.
Obs: para quem quer saber como sobrevivi nos últimos dias sem água, te conto um segredo. Recebemos a visita de uma bruxa chilena que mora em uma cidade que fica no deserto de Atacama, Lá, ela me contou, a cidade virou para turista e durante 15 dias, mais ou menos, eles ficam sem água porque a água é direcionada para os hóteis e resorts - daqueles de modelos iguais que existe em vários locais do mundo. Ela me ensinou os mistérios de lavar pratos e tomar banho com quase nada de água e não ficar de mau humor.

Pronto. Esta é a história da água.

Depois vem o susto com a reforma.

Lá fui eu quinta-feira à noite para a Barra para uma reunião de trabalho. Fui com Brisa e me perdi. Não sabia como chegar na rua do encontro. Os ônibus entram e saem agora, dão meia volta e parecem voltar para o mesmo lugar. Assim desci no lugar errado e fui andando. O bom foi que encontrei uma amiga da faculdade no meio do caminho e nos relembramos. Como já estava um pouco atrasada fui sem reparar em nada. Daí segui meu rumo, me reuni e umas 20h30 fui embora para casa. Tive que caminhar um pouco até o ponto e senti uma coisa estranha.

Senti uma opressão. Uma coisa me mandando embora. Um grito. Uma voz que me dizia: “Saia daqui.” Nunca tinha sentido isto, mesmo em tempos em que eu era uma jovem que aprontava pelas ruas de Salvador. Talvez a cabeça de mãe tenha me despertado para estes sentidos. Uma necessidade de resguardar a cria. Eu me senti assim, com vontade de ir logo embora. Aquele lugar parecia que não era para mim. O todo cinzento, mesmo com o som das ondas do mar, me deu um aperto de vazio. Tinha até gente na rua, mas eu me senti sozinha.
Rezei para chegar meu buzu logo e fui para casa.
Fui dormir com esta opressão no peito.
Logo no dia seguinte, ainda sem água, fui pesquisar para saber se tinha alguma informação sobre a falta do aguadeiro no Rio Vermelho. Só achei algo dizendo sobre obras da Embasa na região mas nada citava a falta de água.

Daí parei em um blog do bairro que trazia uma ata da reunião sobre a reforma no bairro. Achei interessante isto e, tendo meu interesse voltado para este tema parei para ler:
http://blogdoriovermelho.blogspot.com.br/2015/07/confira-ata-de-reuniao-sobre-as-obras.html
Me surpreendi, ou não – como diria Caetano Veloso – com o tanto de absurdo que tem dentro destas mudanças, mas também surgiu um alento no meu coração em saber que tem gente atenta, fiscalizando e cobrando...Me deu até vontade de chegar junto... mas pelo menos resolvi que vou acompanhar.
Assim, percebi mais claramente o quanto esta reforma toda tem a intenção em colocar a orla da cidade dentro de um padrão cinzento de baixa qualidade, com aspecto de zumbi. Acho que foi isto que senti no dia que passei na Barra – uma cidade morta. E depois de saber que este ano, por conta da reforma, muitas árvores foram retiradas para dá lugar ao cimento e à árvores que não combinam com a paisagem, entendi ainda mais porque aquela sensação absurda de opressão. O concreto havia me massacrado...http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1643921

Sábado fui na Barra de novo para uma nova reunião e novas percepções. Comparei à Barra antiga que eu conhecia entre o porto e o farol – com uma vida louca, transviada, barulhenta e caótica, com a nova barra: cinza, silenciosa e higiênica. A minha impressão é que aquele espaço que tinha uma vida absurda mas vívida, tinha se tornado a extensão de uma praça do shopping Center da Barra com seu nariz empinado e sua cara de assepsia. Daí entendi porque a angústia que senti ao estar ali com minha filha nos braços. A mesma angústia que sinto ao chegar em lugares que querem te expulsar de qualquer jeito porque acham que você não pertence a eles. Eu nunca tinha me sentindo assim na Barra, mesmo na sua vida loca de antigamente e os olhares desdenhosos de quem não quer uma criatura magra e preta por ali.
Agora fiquei pensando, com toda esta falta de água e com a reforma que acontece no Rio Vermelho, que eu poderia me sentir assim no bairro que escolhi para morar. De me senti expulsa de um lugar que eu aprendi a admirar e a gostar.

E é por isto que escrevo este texto, como uma forma de colocar para fora este receio, tomar uma iniciativa e ir para a ação, ao invés de ficar só confabulando internamente.
Agora eu sigo acompanhando mais atenta o que acontece na cidade, no bairro e me questionando que tipo de cidadã soteropolitana eu sou e que eu quero ser. Já que ainda mooa em Salvador e, por hora, vivo com minha filha aqui, penso que a mudança que realizo dentro de mim não adianta nada se fica só comigo. E acho que é por isto até que toda esta história me fez lembrar de um livro que comprei há algum tempo mas que nunca terminei de ler “O Espaço do Cidadão” de Milton Santos que me faz questionar qual é o meu espaço como cidadã.

Em um trecho, que me chamou a atenção, ele me esclarece sobre os diálogos internos que tenho tido nos últimos dias sobre tudo isto que tem acontecido e que tenho percebido:
“Na grande cidade, há cidadãos de diversas ordens ou classes, desde o que, farto de recursos, podem utilizar a metrópole toda, até o que, por falta de meios, somente a utiliza parcialmente, como se fosse uma pequena cidade, uma cidade local.
A rede urbana, o sistema de cidades, também tem significados diversos segundo a posição financeira do indivíduo. Há, um extremo,os que podem utilizar todos os recursos aí presentes, seja porque são atingidos pelos fluxos em que, tornando mercadoria, o trabalho dos outros se transforma, seja porque eles próprios, tornados fluxos, podem sair à busca daqueles bens e serviços que desejam adquirir. Na outra extremidade, há os que nem podem levar ao mercado o que produzem, que desconhecem o destino que vai ter o resultado do seu próprio trabalho, os que, pobres de recursos, são prisioneiros do lugar, isto é, dos preços e das carências locais. Para estes, a rede urbana é uma realidade onírica, pertence ao domínio do sonho insatisfeito, embora também seja uma realidade objetiva.
Para muitos, a rede urbana existente e a rede urbana de serviços correspondente são apenas para os outros. Por isso são cidadãos diminuídos, incompletos.
As condições existentes nesta ou naquela região determinam essa desigualdade no valor de cada pessoa, tais distorções contribuindo para que o homem passe literalmente a valer em função do lugar onde vive. Essas distorções devem ser corrigidas, em nome da cidadania.”

Mas apesar de todo este transtorno, e como acredito que tudo esteja certo, tudo dentro da Ordem, estou aqui aprendendo algumas lições com este acontecimento:
1- Deixar de olhar só para o meu umbigo e ter um pensamento mais comunitário. Tenho aprendido isto com uma gente do Quilombo do Jirau Grande, em Maragojipe, que me ensina, através das suas mulheres, que o benefício tem que ser para todos e não somente para um ou para poucos;
2- A perceber o quanto gasto de água. O quanto posso tomar banho e lavar pratos com quase nada. Que posso reaproveitar a água do banho e dos pratos para jogar no vaso e que preciso ter um pensamento mais consciente sobre a utilização deste recurso.
3- A ampliar meu olhar para as situações que me cercam. A participar mais ativamente das questões políticas que interferem na cidade, mesmo que atue apenas escrevendo histórias. Assim volto ao aprendizado um e deixo de olhar só para meu umbigo já que também sou o todo e faço parte do todo;

Agora, já 08h30 da manhã vou voltar aqui à minha vida de mãe cuidando de dar um banho mínimo na cria.

P.s: Não posso terminar de escrever este texto sem deixar de agradecer à mamãe d’água que me cerca por todos os lados. Gratidão pelos ensinamentos.

E se sentir, se achar que deve, por favor compartilhe esta história​

A saga diária dos idosos para acessar os ônibus em Salvador. Tá bonito isso?

Por Sarnelli


No ponto da Conselheiro Pedro Luiz com a rua Canavieira, na manhã desta segunda-feira(3), aconteceu um fato estranho, tão estranho, que parece que há uma guerra em curso entre os motoristas de ônibus e pessoas idosas. Ultimamente,vêm-se notando, por uma parte de alguns motoristas,uma má vontade tremenda contra os idosos. Caras feias, arrancadas e freadas bruscas ,principalmente quando pessoas nestas condições ficam confinadas na parte da frente onde só há três assentos disponíveis. Paradas fora dos pontos também acontecem constantemente. Desrespeito maior, é sempre dedicado às pessoas com algum problema de mobilidade. Não dão o tempo necessário para a pessoa subir ou descer.

Para algumas pessoas de baixa estatura ou com dificuldades de locomoção, em alguns casos, a altura do estribo é demasiada .

Mas o que eu quero relatar é o seguinte : independente do fato de eu ter sido deixado no ponto, ontem , por dois motoristas que passaram pelo local no mesmo horário No momento em que eu ia embarcar em um ônibus que parou fora do lugar, me obrigando a andar em sua direção , e olha que fui fazendo sinal com o meu guarda chuva, o motorista deu uma arrancada, tão violenta, que , por pouco , não me atropelou. Algumas pessoas ainda deram uns gritinhos, mas eu estava alerta, esperava pelo que ia acontecer. Ele parou , pois não poderia passar por cima de mim , embarquei sem dizer coisa alguma.

Na hora da descida, me adiantei e tirei uma foto do veículo de frente. Esta é a história. Depois que
Motoristas que conduzia esse  ônibus na manhã de hoje precisa passar por reciclagem 
montaram este novo esquema , o que já não prestava, ficou pior, vai piorar e não vai dar certo, pois , todos os dias mais pessoas completam 65 anos !...

Em viagem anterior, não consegui passar pela catraca, apresentando o RG , porque a cobradora ( fato confirmado por outro cobrador , posteriormente ) alegou que o pessoal da companhia havia retirado das mãos dos cobradores, os cartões magnéticos que liberavam a passagem, mediante a apresentação de qualquer documento de identidade contendo foto do passageiro, contrariando uma lei federal em favor de uma municipal e dos donos de empresas.

Desde quando uma lei municipal se sobrepõe a uma Lei Federal, mesmo num país bagunçado como o nosso ?

Eu não sabia que está existindo uma guerra entre as empresas de ônibus e as pessoas de idade avançada que ignoram ingenuamente e se conformam como carneirinhos com o que está acontecendo !
Afinal, os idosos e idosas viajam mesmo de graça ?

Por que tudo comigo ? Será que eu atraio encrenca , ou, simplesmente, as percebo e não fico calado como a maioria ?

Se as pessoas pensam que os novos" ônibus colocados em circulação são mesmo novos, está entrando no " conto do ônibus novo " . Para mim , são veículos reformados , que foram trazidos de outros lugares., até que me provem o contrário... Já vi alguns deles pintados a pincel !

Essa é a coisa mais absurda que já fizeram com o Rio Vermelho nas últimas décadas. Vergonha!








Fotos- Aninha Ramos

Se a população não colaborar não tem como o bairro ficar limpo



Os porcalhões também marcam presença na rua Maracás.

A prefeitura diversas vezes recolhe o entulho, mas no mesmo dia, jogam novamente , com total naturalidade .

É possível encontrar entulho oriundo de obras próximas, resto de árvores, vaso sanitário.
Queremos soluções mais eficazes : fiscalização, construção do passeio.

Rua Maragogipe no Rio Vermelho e seu problema insolúvel

Rua Maragogipe no Rio Vermelho e seu problema insolúvel

Mais um desabafo de moradora do Rio Vermelho

Ratificando o que foi divulgado ontem, anexo fotos de hoje(01/08/15), que confirmam que ações mais contínuas e definitivas serão necessárias para acabar com o lixão da rua Maragogipe. É preciso fiscalização por um tempo para barrar o descarte, que é feito sem nenhum constrangimento. Chego a pensar que acham que aquela é uma área destinada ao lixo; a limpeza é feita para que o descarte possa continuar. Outra medida necessária é murar. O dono não foi localizado?

Educação para civilidade não é fácil, mas é a solução a médio e longo prazo.

No curto prazo é fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar!!!

Alunos do Colégio Manuel Devoto produzem redações para o concurso Jovem Senador

Alunos do Colégio Manuel Devoto produzem redações para  o concurso Jovem Senador Já pensou em ser um Jovem Senador e vivenciar o processo de criação das leis do país? Isso é possível. Os estudantes do 2º e 3ª ano do ensino médio, do Colégio Estadual Manoel Devoto, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, não perderam tempo e já produziram as suas redações para participar do 8º Concurso de Redação do Senado Federal, que tem como tema ‘Participação política: no parlamento, nas ruas e nas redes sociais’.

O concurso, que faz parte do Projeto Jovem Senador, tem a finalidade de estimular o estudante sobre o processo democrático e o exercício da cidadania. Na seleção interna do Colégio Estadual Manoel Devoto, a estudante do 3º ano, Beatriz Souza Vieira, 17 anos, foi selecionada em 1º lugar, por uma banca examinadora composta por mestres e doutores em linguística. Beatriz Souza destacou a responsabilidade de todos por um país melhor e escreveu: “Vamos fazer mais! Aprender a amar o nosso país que merece que façamos mais por ele. Usar as redes sociais para conscientizar, ensinar; as ruas para despertar os políticos e o conhecimento para revolucionar”. Beatriz comenta o resultado. “Escrever para mim é muito importante porque eu coloco os meus sentimentos em tudo o que escrevo”.

Para o 2º colocado, Elivan Reis Santos, 19 anos, o concurso é uma oportunidade de mostrar que os jovens têm vontade de expor suas ideias e discutir temas voltados para a melhoria do país. Já a autora da terceira melhor redação, Isabela Santos, 19 anos, ressaltou que praticar a redação faz com que o aluno adquira conhecimentos que podem ser levados para a vida toda.

A professora Sônia Freire, de Língua Portuguesa e Redação, do Colégio Estadual Manoel Devoto, contou como foi o envolvimento dos estudantes no concurso. “Para trabalhar o tema proposto de forma dissertativa argumentativa, eles fizeram pesquisas sobre democracia, cidadania e política e participaram de um laboratório de redação e de debates. Tenho a certeza de que eles estão preparados não só para o Enem e vestibulares, mas, também, para o mundo”, ressaltou.

A partir dos conhecimentos e técnicas necessários, os alunos produziram as redações em sala de aula e os melhores textos foram premiados no concurso interno. “Os textos foram tão bem construídos, que resolvemos fazer um concurso para premiar as melhores redações e inscrever o melhor texto no concurso do Projeto Jovem Senador”, destacou a professora, animada com a possibilidade de a escola participar da etapa nacional, entre 16 e 21 de novembro, em Brasília.

O 8º Concurso de Redação do Senado Federal – que irá premiar as melhores redações do país - é promovido em parceria com o Ministério da Educação (Mec), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e as secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal. Saiba mais através do site do concurso.

Cachorrada inferniza a vida dos moradores do Morro das Vivendas


Morro das Vivendas mais um problema crônico que moradora relata a seguir e que ninguém resolve há anos.
"Na rua Rodrigo Argollo, 196 há uma casa em que a proprietária abriga em torno de 100 cachorros e mais uns 40 gatos.

Cachorrada inferniza a vida dos moradores do Morro das VivendasQuando um dos cães começa a latir, os outros o acompanham, fazendo um barulho insuportável, que impede os vizinhos de dormir, de ouvir uma música ou o som da TV. Estudar ou escrever, é quase impossível. E isso acontece a qualquer hora do dia e da noite. Acresce-se a isso o mal cheiro que exala das fezes dos animais. Funciona aí, também, um pet shopp clandestino que, antes de ser denunciado, tinha o nome em uma placa colocada na calçada: "Bonito pra Cachorro". A placa foi retirada, mas o pet continua. Já denunciamos em todos os órgãos que nos foram indicados: SUCOM, Instituto de Zoonose, Vigilância Sanitária, Sociedade Protetora dos Animais, Ministério Público (este, mais de uma vez). Denúncias em programas de rádio e televisão, já perdemos a conta. Nada aconteceu.

Esclareço que, antes de qualquer denúncia, tentamos inúmeras vezes conversar a proprietária e ela nunca nos recebeu. Pensamos que a ""política da boa vizinhança"" é sempre melhor, mas, neste caso, não funcionou. Esclareço, também, que nada tenho contra cachorros; pelo contrário, são animais adoráveis. Penso, inclusive, que os cachorros dessa casa vivem em situação de estresse, já que ficam em gaiolas apertadas e nunca saem para passear. Gostaria de anexar um vídeo com a gravação dos latidos. É possível?"

O Blog também já publicou esta mesma denúncia em 03/04/2014.

Morro das Vivendas abandonado pelo poder público e moradores vivem em um verdadeiro "Inferno de Dante"

Morro das Vivendas abandonado pelo poder público e moradores vivem em um verdadeiro "Inferno de Dante" O Blog vem recebendo denuncias em série sobre o abandono do Morro das Vivendas, pelas informações , percebe-se que os moradores vivem efetivamente em um verdadeiro Inferno de Dante, desassistido pelo poder públicos. Realmente não dá para entender o motivo de tanto abandono, Abaixo algumas das reclamações recorrentes.

Por Waldomiro J. Silva Filho

Prezados moradores do Rio Vermelho, especialmente do Morro das Vivendas,

A cada dia cresce a minha revolta com a situação do Morro das Vivendas. Acho ridículo e absurdo discutir sobre o tipo de piso do calçamento enquanto a rua onde eu morro vai se degradando assustadoramente.

Eu confesso a vocês que hoje eu tenho VERGONHA de convidar um amigo para visitar minha residência.

Além do lixão, do ponto de descarte de entulho, da sujeira que se acumula ao lado de um campo de futebol, de um bar a céu aberto, de seis cavalos que pastam pela praça (dois deles muito doentes), do consumo e tráfico de drogas à luz do dia, agora instalou-se na praça (na minha opinião, a mais bela praça de bairro da cidade de Salvador) um "lava a jato" com placa e funcionários.

A Prefeitura e a AMARV são completamente omissos e irresponsáveis em relação à nossa situação. O fato de que a cada dia o Morro das Vivendas se faveliza é um sinal de que o Poder Público nos abandonou. E onde o Poder Público se ausenta, prolifera o lixo, a violência, a ocupação irregular se prolifera.

Não sei onde tudo isso vai parar. Eu tenho acessos de profunda indignação quando ouço falar de requalificação do Rio Vermelho.

Lembro que nosso IPTU ainda é elevadíssimo (um dos mais caros da cidade, equivalente ao Corredor da Vitória).

Senhores:

Reitero as palavras do amigo e vizinho Waldomiro, que juntos já tentamos algumas investidas para solucionar os problemas do Morro das Vivendas sem muito sucesso, e gostaria de complementar que temos que pensar em caminhos mais eficazes para estas demandas, e que já vimos que são difíceis pois envolvem dificuldades políticas e uma comunidade populosa não muito afim de colaborar, e o que agrava o problema Lixo/entulho/baderna, é o fato do proprietário do terreno (causa principal), apesar de tentativas, não buscar soluções eficientes p/ tal, junto aos órgãos públicos competentes que também deveriam estar ajudando a resolver este problema.

Quem sabe se todos nós do M. das Vivendas não pagássemos IPTU, chamaríamos mais atenção? pois, tb para fins eleitoreiros, numa conta simples, temos cerca de 5.000 eleitores prejudicados por esta situação.

É lamentável.

Confira o que já foi publicado sobre o Morro das Vivendas.

Prefeitura permanece em silêncio sobre permissão para construir "trambolhos" na orla do Rio Vermelho

Moradores continuam revoltados com a permissão dada pela prefeitura para a construção de três equipamentos da Coelba na orla do Rio Vermelho. Os "monstrengos" provocam uma poluição visual sem precedentes, contrariando completamente os objetivos propostos no projeto de requalificação pensado para o bairro.     


Trambolho nas quadras da rua da Paciência


Trambolho na praça Por do Sol

Leia também: