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Apelo pela Hora da Criança

Por Maria José Rocha - Zezé

A Hora da Criança é um patrimônio cultural e imaterial da Bahia. Merece ser preservada e protegida, com a manutenção de sua tecnologia social e cultural, tal como construída durante mais de setenta anos!

A Hora da Criança vem sendo desprestigiada e maltratada, não sabemos se por equívoco ou tentativa de aparelhamento mal sucedida e/ ou ignorância e desconhecimento histórico.

Refiro-me ao Centro de Educação para Arte mais antigo da Bahia, quiçá do Brasil. Foi a instituição que inspirou a proposta de educação integral, defendida por Anísio Teixeira, e motivou a criação do Teatro Castro Alves, após o encontro dos três gigantes da educação e cultura da Bahia: Otávio Mangabeira, Anísio Teixeira e Monteiro Lobato.

A instituição montou para o Teatro a Primeira Opereta infantil, Narizinho – a menina do nariz arrebitado.

Foi a escola do artista plástico Ângelo Roberto, de Gilberto Gil, do Quarteto em Si, de Edgar Navarro, atualmente do Neojibá, que excursiona pela Europa, e a instituição objeto de desejo do grande cineasta Gláuber Rocha, que escreveu a notável carta a Adroaldo Ribeiro Costa, intitulada Carta ao Homem da Hora da Criança.

Atualmente, a entidade atende 400 crianças, 80% delas do Vale das Pedrinhas, e antes atendia 600 crianças. As dificuldades são imensas: já quiseram tirar a Presidente Josélia dos Santos, que há muitos se dedica integralmente à instituição; tentaram tomar o prédio para o Comitê da Copa; quiseram alterar a proposta para atendimento à EJA (Educação de Jovens e Adultos), mas a entidade persevera.

Os meninos e as meninas da Bahia, nesta Hora da Criança, agradecem a quem puder ajudar!

Zezé é Mestre em Educação
Sócia-benemérita da Hora Criança


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